Amazônia Comicon

O Amazônia Comicon - Festival de Histórias em Quadrinhos e Cultura Pop da Amazônia - É uma realização do Grupo Ponto de Fuga, fundado a 22 anos e que defende a produção e pesquisa da linguagem das HQs. O Festival pretende reunir a produção local e nacional de quadrinhos, trazer para a capital do Pará quadrinhistas nacionais e internacionais num grande encontro de cultura Pop. Visite nossa Fanpage! https://www.facebook.com/amazoniacomicconvention

domingo, 25 de novembro de 2012

OS PIONEIROS NO BRASIL






Desconsiderando desenho rupestre, escrita egípcia e grega, o Yelow Kid do americano Oltcat, e as edições do inglês Armsworth, que respectivamente em 1897 e 1890 publicaram algo como “quadrinhos”, seja lá quem for não deve mencioná-los sem citar ANGELO AGOSTINI que, ainda jovem, em 1869, desembarcou no Brasil e os antecipou. No momento em que o processo digital globalizado comanda toda comunicação e hipnotiza a juventude com vídeos games – e até “Jeca Tatu” fala no celular – é de pasmar a revitalização das histórias em quadrinhos, que se tornou a bola da vez. Aí está o fenômeno dos magás japoneses e páginas inteiras do gênero nos jornais do mundo inteiro. Até intelectuais as utilizam como instrumento didático, e, no Brasil, o centenário da morte de Machado de Assis foi comemorado com uma magnífica obra quadrinizada. Mas não se deve abordar o assunto, sem lembrar Agostini.
Sua estréia como desenhista foi no O COXO, o primeiro jornal paulista a publicar uma matéria ilustrada. Abolicionista convicto, já no Rio – então capital da república – Agostini não poupou o governo do imperador Pedro II, e, certamente, Impressões de uma viagem à corte, publicada diariamente num jornal carioca, foi das primeiras “tiras” de quadrinhos do mundo. Outro que não pode ser esquecido é o baiano Adolfo Aizem, pioneiro da história em quadrinho “moderna” no Brasil.


Embora desavisadamente, com prejuízo para nossos desenhistas e nossa cultura, tenha importado toda uma gama de “heróis” de fanfarrice de quadrinhos americanos, como os flash gordons, super-mans e “mandrakes”, depois se redimiu. Só, sem nenhum apoio, com obstinação de um missionário, procurou conscientizar os jovens, passando a vida inteira editando em quadrinhos as histórias dos grandes autores brasileiros. Suas magníficas edições da EBAL revelaram grandes artistas como Monteiro Filho, André Le Blank, Antônio Euzébio, Zé Geraldo e Fernando Dias da Silva, que nos EUA substituiu o consagrado Alex Raymond, criador do “astronauta” FlashGordon, que já no início do século passado perambulava pelo espaço sideral.


Fonte : Blog   Apressado pra Nada / Zé Geraldo  Barreto .

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